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Educação

SEM ACORDO NA CÂMARA, VOTAÇÃO DO PROJETO DO NOVO ENSINO MÉDIO É ADIADA PARA 2024

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A Câmara dos Deputados deve encerrar o ano de 2023 sem votar, em plenário, o projeto de lei enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para alterar o formato do Novo Ensino Médio, instituído em 2017.

Segundo líderes ouvidos pela GloboNews e pela TV Globo, ainda há desacordo sobre pontos do projeto. Com isso, o tema só deve voltar à pauta em março de 2024, após o recesso legislativo e o carnaval.

O texto é relatado na Câmara pelo deputado Mendonça Filho (União-PE) – que era ministro da Educação no governo Michel Temer, quando o Novo Ensino Médio foi instituído.

Mendonça Filho chegou a prever que o texto seria votado neste mês. Nesta terça, disse que o adiamento atende a um pedido do atual ministro, Camilo Santana.Reproduzir vídeo

Disputa sobre as horas-aula

Entre os pontos de maior divergência, está a quantidade de horas-aula para as disciplinas obrigatórias.

No modelo atual, as 3 mil horas do ensino médio são divididas entre 1.800 horas de disciplinas obrigatórias e 1.200 horas optativas (nos itinerários formativos escolhidos por cada aluno).

O governo defende uma divisão diferente: 2.400 horas-aula para obrigatórias e 600 para itinerários optativos. No relatório, Mendonça propõe um “meio-termo”: 2.100 horas-aula e 900 horas-aula, respectivamente.

Mendonça afirmou à TV Globo que, com o adiamento da votação, deve conversar com secretários de educação até fevereiro para ampliar o debate sobre esse e outros pontos.

Em busca do recesso

Antes de entrar em férias, a Câmara e o Senado ainda pretendem votar nesta semana temas importantes como:

  • o projeto que regulamenta as apostas esportivas online
  • a medida provisória que muda regras sobre subvenção do ICMS e aumenta a arrecadação do governo
  • a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento de 2024.

O recesso parlamentar começa oficialmente no sábado (23). Depois, as atividades do Congresso serão retomadas em fevereiro – mas, se seguirem o ritmo usual, só devem “engrenar” a partir de março.

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Educação

PROFESSOR ACUSADO DE AMEAÇAR ESTUDANTES COM FACA É DEMITIDO

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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou, nesta terça-feira (2), a demissão do professor Rafael de Freitas Leão, acusado de ter ameaçado estudantes com uma faca e spray de pimenta durante uma confusão com os universitários em outubro do ano passado. O docente alega que se sentiu ameaçado pelos alunos, que estariam, segundo ele, o impedindo de dar aula por causa de uma paralisação estudantil.

A demissão do professor foi publicada na edição desta terça no Diário Oficial do Estado, por meio de portaria. O documento afirma que o professor foi desligado da universidade por descumprir o Estatuto dos Servidores da Unicamp “com uma falta disciplinar gravíssima”.

Em nota, a Unicamp diz que a decisão foi tomada com base no relatório final produzido pela Comissão Processante Permanente, que analisou o caso, e referendado posteriormente pela Procuradoria-Geral da universidade.

– O processo na Comissão Processante Permanente transcorreu conforme determinam as regras internas da universidade, garantindo ao docente todas as possibilidades de exercer a sua ampla defesa – disse a instituição, em nota.

Rafael de Freitas Leão era docente do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da Unicamp. Ele se graduou, fez mestrado e doutorado em Matemática pela mesma universidade, conforme consta no currículo Lattes do professor.

A defesa de Leão foi procurada, mas afirmou que vai se manifestar nesta quarta (3). O agora ex-docente da Unicamp estava afastado das atividades acadêmicas desde 4 de outubro do ano passado, um dia depois de um desentendimento com estudantes dentro da universidade, no câmpus de Campinas, interior do estado de São Paulo.

Na ocasião, parte dos universitários defendia uma paralisação das aulas em protesto contra a situação das universidades estaduais e em defesa da contratação de mais professores.

Os estudantes dizem que estavam comunicando os professores sobre a decisão da assembleia de paralisação, quando Leão teria avançado sobre eles com um canivete.

Ainda na versão dos alunos, os discentes teriam se aglomerado em frente à porta para impedir que Leão escapasse. Como reação, o servidor espirrou spray de pimenta contra os universitários, e foi contido por seguranças da Unicamp na sequência.

Tanto o professor quanto os alunos foram encaminhados ao 1º DP de Campinas. Em depoimento à polícia, Leão alegou na ocasião que um grupo de alunos entrou na sala e o impediu de ministrar uma aula e, para se defender, teria utilizado uma faca e um spray de pimenta. Ele afirmou também que já tinha sido ameaçado pelos estudantes em outras oportunidades.

O relatório feito pela Secretaria de Vivencia nos Campi, órgão responsável pela segurança do câmpus, confirmou que Leão estava portando uma faca e um spray de pimenta. Com base no documento, a reitoria decidiu instaurar um Processo Administrativo Disciplinar e afastar o professor.

A Polícia Civil investiga o caso por meio de um Termo Circunstanciado (TC) pelo 7° DP de Campinas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o episódio foi registrado como lesão corporal e incitação ao crime, e encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).

– Os laudos periciais foram encaminhados para análise do Poder Judiciário – disse a pasta em nota nesta terça.

Em manifestação nas redes sociais, o Diretório Central dos Estudantes da Unicamp classificou o desligamento do servidor como “vitória da greve estudantil”.

PLENO.NEWS

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OLIMPÍADA DE QUÍMICA TEM ÚLTIMA SEMANA PARA INSCRIÇÃO

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A USP está com inscrições abertas para a edição 2024 da Olimpíada de Química de São Paulo, competição de conhecimentos destinada a alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares. A primeira etapa consiste no envio de uma redação que deve debater o tema “Química no combate às Fake News”. Inicialmente com inscrições até 15 de março, a iniciativa gratuita teve as inscrições prorrogadas até o dia 25 de março. O processo é feito on-line pelo site app.fuvest.br.

Organizada há 27 anos, a Olimpíada de Química de São Paulo premia e seleciona anualmente dezenas de estudantes para a etapa nacional do evento, que por sua vez é a porta de acesso para a Olimpíada Internacional e para a Olimpíada Ibero-Americana.

De acordo com o professor Mauro Bertotti, do Instituto de Química (IQ) da USP e um dos coordenadores do evento, a Olimpíada de Química de São Paulo tem três grandes objetivos.

“Um deles é demonstrar para os alunos do ensino médio que a química é uma ciência interessante e que ela pode trazer benefícios para a sociedade. O segundo, é identificar alunos que têm facilidade na área e que podem, em uma etapa posterior, participarem da edição nacional e de competições internacionais. O último objetivo é criar um vínculo entre a USP e as escolas paulistas de ensino médio, especialmente as escolas públicas.”

Serão selecionados 150 alunos pelas redações e estes se juntam a outros que participaram de diferentes processos, totalizando cerca de 300 participantes na fase final. Os outros processos podem ser consultados no site da Olimpíada de Química. Aqui.

Fase final

A fase final consiste em uma prova de conhecimentos que será realizada no dia 8 de junho, a partir das 9 horas, no Instituto de Química da USP.

“Ela é feita na forma de vídeo e os alunos precisam descrever o que acontece nos experimentos e elaborar respostas a partir das perguntas formuladas pela banca da Olimpíada de Química”, informa Bertotti.

Os mais bem classificados recebem medalhas e premiações em dinheiro. Serão distribuídas 120 medalhas e 20 premiações em dinheiro, dez para cada categoria – segundo e terceiro ano do ensino médio. Recebem os prêmios o primeiro, segundo e terceiro colocados, alunos e professores de escolas públicas e as mulheres com maior pontuação.

Ao longo do dia, o Instituto de Química oferece diversas atividades para alunos, pais e professores, como palestras, visita aos laboratórios e show de química.

A cerimônia de premiação será realizada no final da tarde do dia 8 de junho, no Centro Cultural Camargo Guarnieri, campus Butantã da USP.

Escolas públicas

Este ano a Olimpíada de Química de São Paulo desenvolveu diversas ações em prol de alunos de escolas públicas, como o maior número de convocados para a fase final, aula de reforço para os selecionados nesta fase e premiação diferenciada.

Uma das formas de acesso à graduação na USP são as competições de conhecimento. Os participantes desta e de outras competições podem ingressar diretamente sem a necessidade de vestibular. Saiba mais na reportagem do Jornal da USP.

Organizada pelo Instituto de Química (IQ) da USP e pela regional de São Paulo da Associação Brasileira de Química (ABQ-SP), a Olimpíada de Química de São Paulo conta com o apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, da Pró-Reitoria de Graduação, ambas da USP, da Fuvest e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

SÃO PAULO

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Educação

UNIVERSIDADE QUE TEVE ALUNOS NUS EM RECEPÇÃO PODE SER INVESTIGADA

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A Universidade Federal do Rio Grande (FURG) pode se tornar alvo de investigação na Justiça por causa de uma performance ocorrida na última sexta-feira (8), na qual estudantes veteranos ficaram nus durante o que chamaram de “apresentação artística” para “acolher da melhor maneira possível” os calouros. A iniciativa gerou polêmica tanto na instituição quanto nas redes sociais.

De acordo com o colunista Paulo Cappelli, do site Metrópoles, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que agora é presidida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), deverá solicitar ao Ministério Público Federal (MPF) a abertura de uma investigação sobre o caso. Antes disso, no entanto, Nikolas deve levar o tema aos membros da comissão no Congresso.

Ao comentar a atividade, a FURG disse que a iniciativa fez parte do programa Acolhida Cidadã, que teria como objetivo recepcionar “da melhor maneira possível” os calouros.

Além disso, a instituição alegou que, “devido à mudança de paradigma”, seria necessário “mostrar o contexto da universidade” aos novos alunos, com “uma boa recepção daqueles que já estão inseridos nela”. Não ficou claro, porém, como estaria inserido o contexto da nudez nessa atividade.

PLENO.NEWS

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