Eles são investigados por possíveis crimes relativos a licitações e prevaricação em contratos firmados com uma empresa de turismo, entre 2014 e 2019. Polícia Federal deve ouvir o prefeito, os secretários e outros servidores no prazo de 60 dias.
O desembargador federal Paulo Fontes, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, autorizou a Polícia Federal a instaurar um inquérito policial sobre o prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), e o secretário municipal de Saúde José Humberto Sandi. Eles são investigados por possíveis crimes relativos a licitações e prevaricação em contratos firmados com uma empresa de turismo, entre 2014 e 2019.
Segundo apurado pelo g1, nesta quarta-feira (20), um processo foi distribuído em junho de 2022 após uma cidadã enviar uma representação sobre os eventuais delitos ao Ministério Público de São Paulo. Na ocasião, foi instaurada a notícia de fato, mas o órgão entendeu que as verbas empregadas no contrato eram de origem federal, enviando o caso ao Ministério Público Federal (MPF).
O MPF pediu ao relator a baixa do caso à Delegacia de Polícia Federal, para que fosse instaurado inquérito policial e as investigações continuassem. Por fim, foi autorizada a tramitação direta do inquérito entre o MPF e a Polícia Federal. A última decisão foi assinada na última sexta-feira (15).
Contrato
A Prefeitura de Guarujá firmou o contrato com a Yellow Tour Turismo e Transporte em 2014 e posteriormente, na gestão de Válter Suman, em 16 de dezembro de 2017, um termo aditivo para prolongar o contrato por mais 12 meses por valor superior a R$ 2,2 milhões.
Em 14 de dezembro de 2018, foi firmado novo termo aditivo, prorrogando o contrato por mais 12 meses pelo mesmo valor. A investigação visa a apurar a prática de possíveis crimes relativos a licitações – processos nos quais a administração pública contrata obras, serviços e compras, por exemplo.
O desembargador deu à Polícia Federal 60 dias para realizar oitivas com o prefeito e com os secretários José Humberto Sandi e Sandro Luiz Ferreira de Abreu, além de outros servidores que teriam participado das prorrogações contratuais.
G1