Em entrevista ao programa Pleno Time, o deputado federal Coronel Assis (PL-MT) avaliou a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve com um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A operação foi realizada na manhã desta quinta-feira (18).
Essa é a primeira fase da operação que mira políticos aliados do presidente Lula. Para o Coronel Assis, o episódio representa um desgaste para o governo Lula e defendeu o aprofundamento das investigações. Segundo o parlamentar, as apurações demonstram que o alcance do caso é maior do que se imaginava inicialmente.
– Com certeza isso é muito ruim para o governo. Mas mostra mais uma vez que aquela pecha que tentaram colar na direita brasileira, chamando de “Bolso Master”, caiu por terra. Mostrou que os tentáculos desse escândalo do Banco Master estão muito além do que a gente imagina – afirmou, dizendo que “tudo começou no governo do PT”.
O deputado também elogiou a condução do processo investigativo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ressaltou a necessidade de que os fatos sejam esclarecidos sem que ocorram problemas processuais.
O deputado voltou a defender a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso. Ele afirmou que a oposição reuniu as assinaturas necessárias, mas que o requerimento ainda não foi lido pelo Congresso Nacional.
– Nós conseguimos as assinaturas, mas até agora ela não foi lida, ela não foi instalada. Eu acho que o Banco Master tem tudo para ser o nosso Watergate brasileiro. Na verdade, eu acho que é muito pior do que nós estamos imaginando – declarou.
O parlamentar argumentou que o tema possui desdobramentos complexos e que parte da população ainda não compreende a dimensão das suspeitas investigadas. Para ele, o caso pode revelar um dos maiores escândalos políticos e financeiros dos últimos anos.
Coronel Assis também comentou a posição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que já indicou que a tramitação da CPI seguirá os ritos regimentais normais, sem prioridade. O deputado garantiu que a oposição continuará pressionando pela instalação da comissão.
– Não tenha dúvida disso [da pressão]. A oposição vai estar o tempo todo batendo, falando e buscando que se instale essa CPMI. Vamos continuar na luta. O Brasil precisa saber da verdade – concluiu.
PLENO.NEWS