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CORPO DE PRIMEIRA VÍTIMA DE SERIAL KILLER QUE MATOU NOVE MENINOS NO NORTE DO RS ERA ENCONTRADO HÁ 20 ANOS

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Há exatos 20 anos, um morador da cidade de Lagoa Vermelha, no norte do Rio Grande do Sul, acionava a polícia porque havia encontrado o corpo de um menino nas margens de um riacho, em uma área de matagal. A suspeita de todos naquele momento acabou por se confirmar: se tratava de Éderson Leite, 12 anos, desaparecido desde 16 de agosto de 2002.

Mas o que ninguém imaginava naquele dia é que esta seria a primeira de um total de 12 vítimas, todos meninos da região, de um serial killer. O paranaense Adriano Vicente da Silva, hoje com 46 anos, confessou os crimes que ocorreram até janeiro de 2004, quando foi preso em Maximiliano de Almeida, na divisa com Santa Catarina.

Ele chegou a confessar todos os homicídios, voltou atrás em relação a alguns deles posteriormente, mas foi denunciado e condenado – o último júri foi em 2011 – por nove assassinatos de meninos em Lagoa Vermelha, Passo Fundo, Sananduva e Soledade. A pena total dele, já que tinha também condenação por latrocínio no Paraná, é de 264 anos.

Atualmente, Adriano está na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Como na época dos julgamentos dele o prazo total era de 30 anos para cumprimento em regime fechado, em 2034 Silva pode ser solto. E esta questão reacende uma discussão entre as autoridades sobre a lei penal e a real função da ressocialização de presos.

O promotor Fabiano Dallazen, ex-procurador-geral de Justiça, atuou na acusação de um dos casos em Passo Fundo. Ele relembra que Silva usava o nome do irmão, já que tinha condenação anterior no Paraná. Este fato, aliado a outros, levou, em uma determinada ocasião, a polícia a soltar Silva por falta de provas. Mas o membro do Ministério Público Estadual entende que houve outros fatores para isso, como o sistema judicial não ser tão preciso, bem como integrado, na época, e o fato de a polícia não acreditar, inicialmente, que se tratava de assassinatos em série. Dallazen diz que tudo isso contribuiu para que o assassino continuasse agindo sem que se soubesse que os fatos tinham, pelo menos no início, uma ligação.

O promotor ressalta ainda que o criminoso dava detalhes sobre as mortes e locais que somente o autor poderia indicar, tanto é que uma das vítimas só foi descoberta porque Silva revelou onde estava o corpo. Dallazen conta que, em todos os casos, o assassino agia da mesma forma: atraía os meninos com alguma promessa, como comprar algo que eles vendiam; depois, em um lugar afastado e isolado, aplicava neles um golpe de artes marciais, para que ficassem desacordados; e os asfixiava. E em alguns casos, depois dos homicídios, o condenado ainda abusava sexualmente dos garotos. Este fato gerou provas para a polícia, devido à comprovação de material genético do assassino nos corpos localizados.

Prisão e julgamentos

Apesar de todas controvérsias iniciais, Adriano da Silva acabou sendo preso no dia 6 de janeiro de 2004 em Maximiliano de Almeida, na divisa com Santa Catarina. Os relatos de algumas crianças que conseguiram escapar e de outras que viram amigos sendo levados para locais ermos pelo então suspeito, além de uma foto dele em uma delegacia de polícia, foram cruciais para que testemunhas identificassem o homicida e a polícia, dessa forma, pôde obter ordem judicial de prisão provisória.

Depois disso, houve várias novas diligências, reconstituições, perícias e depoimentos que resultaram na denúncia e condenação do criminoso em nove casos. O promotor Dallazen diz ainda que toda a acusação sustentou perante os jurados a necessidade de derrubar um laudo técnico que indicava um problema psiquiátrico do réu. Segundo ele, ao mesmo tempo que o documento apontava para a diminuição da pena pelo diagnóstico, o prognóstico do acusado destacava que não havia cura.

A primeira condenação de Silva relativa aos assassinatos em série foi em 2006, pegando 21 anos de prisão pela morte do garoto Alessandro Silveira, 13, ocorrido em março de 2003, em Passo Fundo, e cuja ossada foi encontrada em setembro daquele ano. Em relação ao menino Éderson Leite, a primeira vítima, o criminoso foi condenado em 2008 a 22 anos de prisão.

A juíza Lísia Dorneles Dal Osto presidiu o segundo júri de Silva em Sananduva no ano de 2007 e referente à morte de Daniel Bernardi Lourenço, 14, ocorrida em janeiro de 2004, três dias antes da prisão do criminoso. A pena foi de 24 anos de reclusão. Segundo a magistrada, o que ficou de aprendizado deste caso é o fato de que as crianças hoje precisam estar bem informadas, não incutir o medo, mas ter orientação, senso de autocuidado e de atenção.

A juíza defende a união das famílias e do poder público por meio de programas e atividades com vigilância mais ativa e supervisão confiável para a proteção integral das crianças e adolescentes.

O Nenê, como era chamado o caçula da família Leite, de Lagoa Vermelha, era o terceiro filho de dona Erli. Ela lembra que ele estava sempre perto dela. Era meio tímido, pelo menos nos primeiros contatos, mas depois mostrava toda a alegria e diversão que contagiava a todos. Essas são as lembranças que a mãe guarda, mas ela ressalta emocionada que, apesar de superar a dor, sempre haverá um vazio no coração.

— Ele saiu com o irmão para vender rifa e nunca mais voltou. Se passaram mais de 20 dias e eu rezava para que encontrassem ele. Não foi como eu queria, mas encontraram. A gente sobrevive, 20 anos se passaram e parece que tudo é mentira, impressão que ele tá aqui com a gente. A gente tem que lutar, mesmo que ainda seja difícil de acreditar que o Nenê não está mais com a gente. Não sei se eu sobreviveria, mas temos outros filhos, a gente tem que ser forte — ressalta dona Erli.

Ela diz que a netinha dela, sobrinha da vítima, que se parece muito com o filho falecido, ajuda a superar o que toda a família passou. Lagoa Vermelha tem hoje a Escola Municipal Éderson Leite, em homenagem à vítima do assassino em série.

Lei penal

O juiz Márcio Monteiro presidiu o último júri de Silva, em Passo Fundo, em 2011, proferindo uma sentença condenatória de 32 anos de prisão. Na verdade, este júri manteve a mesma decisão de outro de 2007, que havia sido anulado a pedido da defesa. O magistrado diz que todos estes julgamentos trazem uma reflexão sobre o direito penal e as finalidades da pena, principalmente na questão da prisão perpétua ou mesmo da pena de morte, segundo ele, e ainda na real função da ressocialização. O que, para o magistrado, e de acordo com laudo psíquico, não foi o caso de Silva.

— Qual a função da pena? Ressocialização não é. Pena só como retribuição, vingança ou segregação? Se não tem pena capital e perpétua, será que o limite não é pouco? E o que pode acontecer a partir da extinção dessa pena? Seria razoável arriscar a vida de outras crianças para que ele (Silva) viesse a ser recolhido novamente?

O juiz Monteiro se refere basicamente ao limite máximo para pena em regime fechado, que atualmente é de 40 anos, mas na época das condenações de Adriano da Silva era de 30 anos. Devido a isso e, conforme o Processo de Execução Penal dele, o término da pena do condenado tem data marcada, e será dia 25 de maio de 2034. E é este o alerta que o magistrado faz: o assassino em série pode sair da prisão daqui a 12 anos.

É a mesma questão que o promotor Dallazen refere, ao mencionar que Adriano ainda tem possíveis boas condições físicas e, provavelmente, os mesmos transtornos psíquicos. Segundo ele, o que ainda pode ser um risco. Por isso o juiz Monteiro defende que a lei penal deve ser constantemente debatida e questionada.

O que diz a Defesa

Adriano é atendido pelo Núcleo de Defesa Criminal da Defensoria Pública do Estado. A dirigente, Cíntia Luzzatto, diz que pedidos de atendimento médico, visita, progressão de regime, assim como inspeção e fiscalização do cumprimento da pena são acompanhados pelo órgão. Ela diz que o paranaense trabalha na Pasc. Desde que foi preso, não houve registros de problemas graves de comportamento.

Vítimas e condenações

Éderson Leite, 12 anos: corpo encontrado em setembro de 2002 em Lagoa Vermelha. Em 2008, Silva foi condenado por este crime a 22 anos de prisão.

Alessandro Silveira, 13 anos: corpo encontrado em setembro de 2003 em Passo Fundo. Em 2008, Silva foi condenado a 21 anos de prisão.

Douglas Oliveira Hass, 10 anos: atraído pelo criminoso e morto em abril de 2003, em Soledade. Em 2008, Silva foi condenado a 21 anos de prisão.

Volnei Siqueira dos Santos, 12 anos: desapareceu em julho de 2003 em Passo Fundo. Com a anulação do primeiro júri, a sentença definitiva veio em 2011 e Silva foi condenado a 32 anos de prisão por este assassinato.

Júnior Reis Loureiro, 10 anos: morto em setembro de 2003 em Passo Fundo. Em 2006, Silva foi condenado a 29 anos de prisão.

Jéferson Borges Silveira, 11 anos: desapareceu em setembro de 2003 em Passo Fundo. Em 2010, Silva foi condenado a 37 anos de prisão pela morte dele.

Luciano Rodrigues, 9 anos: corpo encontrado em novembro de 2003 em Passo Fundo. Em 2006, o autor foi julgado e condenado a 21 anos de prisão.

Leonardo Dornelles, 8 anos: corpo encontrado em dezembro de 2003 em Passo Fundo. Em 2007, o autor foi julgado e condenado a 21 anos de prisão.

Daniel Bernardi Lourenço, 14 anos: morto em janeiro de 2004 em Sananduva. Em 2007, Silva foi condenado a 24 anos de prisão.

Fonte: Rádio Minuano

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*CONSTANTINA: OBRIGATORIEDADE DO TRATAMENTO DA ÁGUA EM POÇOS ARTESIANOS

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Nesta segunda-feira, no Posto de Saúde Central, representantes das comunidades do interior do município participaram de uma reunião para tratar sobre a obrigatoriedade do tratamento da água dos poços artesianos, conforme determina a Resolução nº 888/2021 do Ministério da Saúde.

A química responsável, Vera Pizzi DalPupo, juntamente com a secretária municipal de Saúde, Silvana Casagranda, orientaram os representantes sobre as adequações necessárias e informaram que o município já realizou a aquisição dos materiais que serão utilizados no tratamento da água.

A ação tem como objetivo garantir mais segurança e qualidade da água consumida pela população. Nos próximos dias, terá início a implantação do sistema de tratamento nos poços artesianos das comunidades do interior.

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BRIGADA MILITAR PRENDE SETE HOMENS POR MAUS-TRATOS CONTRA ANIMAIS EM CONSTANTINA

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Na tarde deste sábado, 20 de junho de 2026, por volta das 16h30min, a Brigada Militar prendeu sete homens pelo crime de maus-tratos contra animais, no interior do município de Constantina, na localidade de Linha Capinzal, região da Reserva Indígena da Serrinha.

A ação foi realizada por guarnições da Brigada Militar de Constantina, com apoio das equipes de Liberato Salzano, após o recebimento de informações de que estaria ocorrendo uma rinha de galos no local.

Diante da denúncia, as equipes deslocaram até o endereço indicado, onde constataram a veracidade dos fatos. No interior de um galpão, os policiais encontraram uma estrutura montada para a prática da rinha, com animais sendo utilizados em combate, além de outros galos mantidos em gaiolas.

Durante a ocorrência, foram abordados e identificados os indivíduos que se encontravam no local, sendo dada voz de prisão aos envolvidos. Também foram apreendidos 19 galos, 18 sacos porta-galos, 92 esporas plásticas, 98 biqueiras de metal, cinco tesouras de metal, um aparelho vape, um tubo de lidocaína, três agulhas de metal, dois rolos de linha, três cronômetros, um rolo de pulseira destacada, um rolo de esparadrapo, uma lima, duas seringas, uma balança eletrônica, um bloco e um caderno com anotações, uma folha com nomes de participantes, além da quantia de R$ 2.760,10 em dinheiro.

Os objetos utilizados para a prática criminosa foram apreendidos, e os animais ficaram sob responsabilidade de fiéis depositários

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Esportes

BRASIL VENCE HAITI E ENCAMINHA CLASSIFICAÇÃO NA COPA DO MUNDO

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A Seleção Brasileira venceu o Haiti por 3 a 0, no duelo válido pela segunda rodada do grupo C da Copa do Mundo. Com o resultado, o Brasil encaminha a classificação para a próxima fase da competição. Os gols saíram apenas no primeiro tempo.

Diante de uma equipe mais frágil tecnicamente e que, sequer, contou com o trabalho presencial de seu treinador durante a campanha, o time de Carlo Ancelotti se impôs desde o início. Aos 11 minutos, Raphina chutou forte na saída do goleiro, mas o árbitro marcou impedimento.

Aos 22, após chute de Vinicius Júnior, o goleiro deu rebote, a bola bateu na zaga e esbarrou em Matheus Cunha antes de entrar: 1 a 0 para o Brasil.

Aos 35, Lucas Paquetá roubou a bola na intermediária, entregou para Vinicius Junior que serviu Matheus Cunha. Com um chute forte ele ampliou a vantagem brasileira: 2 a 0

No fim da primeira, aos 47 minutos, Vinicius Junior recebeu um ótimo lançamento pela esquerda e finalizou na saída do goleiro adversário para fechar o placar da primeira etapa e também da partida: 3 a 0.

No segundo tempo, Ancelotti terminou usando as cinco substituições. Entre os atletas, entrou em campo e muito pedido Endrick. Ele chegou a marcar, mas teve seu gol anulado por impedimento.

O duelo teve uma nota triste: o atacante Raphinha sentiu um incômodo e deixou o campo aos 38 minutos da primeira etapa. Ele foi substituído pelo jovem Rayan, de 19 anos.

O Brasil enfrenta a Escócia para fechar a primeira fase. O duelo será na quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília). O Brasil precisa vencer para tentar garantir a primeira posição no grupo.

PLENO.NEWS

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