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TRUMP À CNN: ´´NEM COMEÇAMOS A ATINGIR O IRÃ COM FORÇA´´

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à CNN em uma entrevista telefônica de nove minutos na manhã desta segunda-feira (2) que as forças armadas dos EUA estão “dando uma surra” no Irã, mas que a “grande onda” ainda está por vir.

“Estamos dando uma surra neles”, disse Trump a Jake Tapper, da CNN. “Acho que está indo muito bem. É muito poderoso. Temos as melhores forças armadas do mundo e estamos usando-as.”

Trump abordou uma ampla gama de tópicos na entrevista, incluindo a duração esperada do conflito, sua surpresa com a ampla retaliação do Irã e o plano de sucessão previsto para o país.

Sobre a possível duração da guerra, o presidente disse: “Não quero que se prolongue muito. Sempre achei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados em relação ao cronograma.”

Questionado se os EUA estão fazendo mais do que o ataque militar para ajudar o povo iraniano a retomar o controle do país do regime, Trump respondeu: “Sim.”

“Estamos, de fato. Mas agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora.” E a situação está prestes a ficar ainda mais perigosa, disse o presidente.

“Ainda nem começamos a atacá-los com força. A grande onda ainda nem chegou. A grande onda está chegando em breve.”

A “maior surpresa” até agora

Até o momento, disse o presidente, “a maior surpresa” foram os ataques do Irã contra países árabes da região: Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos.

“Ficamos surpresos”, disse Trump. “Dissemos a eles: ‘Nós damos conta disso’, e agora eles querem lutar. E estão lutando agressivamente. Eles iriam se envolver muito pouco e agora insistem em se envolver.”

Sobre os líderes árabes, o presidente disse à CNN: “Eu conheço essas pessoas. São pessoas fortes e inteligentes.”

Os iranianos, disse ele, “atiraram em um hotel, atiraram em um prédio de apartamentos. Isso só os enfureceu. Eles nos amam, mas estavam observando. Não havia motivo para se envolverem.”

Sobre os ataques do Irã contra eles, ele disse: “Essa foi provavelmente a maior surpresa.”

Trump apontou a ameaça nuclear iraniana como uma questão importante na região há algum tempo.

“Você precisa entender, eles viveram sob essa nuvem negra por anos. É por isso que nunca conseguiram ter paz”, disse ele.

Sucessão no Irã

Sobre quem pode emergir para liderar o Irã, Trump disse: “Não sabemos quem é a liderança. Não sabemos quem eles vão escolher. Talvez tenham sorte e escolham alguém que saiba o que está fazendo.”

Segundo ele, os iranianos perderam “muito em termos de liderança” por causa dos ataques iniciais.

“Quarenta e nove pessoas”, disse Trump. “Foi um ataque incrível.”

“Eles ficaram um pouco arrogantes” ao se reunirem todos em um só lugar, acrescentou. “Achavam que eram indetectáveis. Não eram indetectáveis. Ficamos chocados com isso.”

Trump disse que não estava claro quem agora lidera o país.

“Eles nem sabem quem os está liderando agora”, afirmou. “Nós derrubamos 49” líderes iranianos.

“Esses eram os líderes, e alguns estavam sendo considerados”, disse Trump. Mas, com mais de quatro dezenas mortos, “não sabemos quem está liderando o país agora. Eles não sabem quem está liderando. É um pouco como uma fila de desemprego.”

“Não conseguimos fazer um acordo com essas pessoas”

O presidente disse que sua equipe tentou negociar com os iranianos, mas “não conseguem fazer um acordo com essas pessoas”. Cada nova oferta, segundo ele, era seguida por um recuo em relação a propostas anteriores.

Os iranianos não concordaram em encerrar o enriquecimento de urânio, disse Trump.

“Eles tinham todo aquele material enriquecido. Consideraram refazê-lo ali, mas estava em condições tão ruins que a montanha basicamente desmoronou”, afirmou.

Trump disse sobre sua ação militar: “Este é o caminho” para lidar com o Irã.

“Não precisamos nos preocupar com acordos.” Ele apontou o longo histórico do país de causar destruição na região após a revolução de 1979.

“Volte 37 anos, na verdade 47 anos, quase 50, veja o que aconteceu e todas as mortes. Pessoas nas forças armadas andando sem pernas, andando sem braços, com os rostos destroçados”, disse.

Trump afirmou que pediu à sua equipe uma lista de todos os ataques iranianos ou apoiados pelo Irã contra os EUA, seus aliados e seus interesses.

“Ao longo dos últimos 47 anos. Eu disse: ‘me deem todos os ataques’. Se eu contasse todos, ainda estaria falando”, disse.

A mais recente operação militar faz parte de uma campanha de longo prazo para eliminar a ameaça iraniana, afirmou Trump. “Da última vez, eliminamos Soleimani”, disse, referindo-se ao ataque com drone dos EUA em 3 de janeiro de 2020 contra o major-general iraniano Qasem Soleimani. “Ele era um general incrivelmente violento e cruel.”

O ataque contra Soleimani “foi um grande movimento”, disse o presidente. “Se isso não tivesse acontecido, talvez você não tivesse Israel hoje. Israel poderia não existir.”

Depois, “tivemos o Midnight Hammer – muito importante”, disse, referindo-se aos ataques dos EUA em junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas. “Eles estavam a um mês de ter uma arma nuclear.”

Ao criticar o acordo nuclear do presidente Barack Obama, afirmou que “era o acordo nuclear com o Irã porque dava todo o poder ao Irã. Eles teriam tido uma arma nuclear há três ou quatro anos. Teriam usado contra Israel. Talvez tivessem usado contra nós.”

“Aquele acordo era tão ruim”, disse Trump, “que era um caminho para a bomba.”

Nas negociações mais recentes, os iranianos “não estavam dispostos a nos dar o que pedimos. Deveriam ter feito isso.”

“Então está indo bem”, disse Trump, antes de desligar o telefone.

CNN BRASIL

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*BRIGADA MILITAR EFETUA DUAS PRISÕES POR EMBRIAGUEZ EM CONSTANTINA*

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A Brigada Militar efetuou, nesta sexta-feira (17), duas prisões por embriaguez no município de Constantina, em ocorrências distintas.

Na primeira situação, registrada em uma propriedade rural, a guarnição foi acionada após denúncia de que uma mulher conduzia um veiculo apresentando visíveis sinais de embriaguez. No local, a equipe realizou a abordagem, sendo ofertado o teste do etilômetro, o qual foi recusado. Diante disso, a mulher foi encaminhada para avaliação médica e, posteriormente, conduzida à Delegacia de Polícia, onde foi presa em flagrante.

Na segunda ocorrência, na área central da cidade, populares informaram sobre um condutor que apresentava sinais de embriaguez em um veículo parado na via pública. A guarnição deslocou-se até o local e confirmou a situação. Foi ofertado o teste do etilômetro, também recusado pelo motorista. Diante disso, foi confeccionado termo de prova testemunhal e o indivíduo conduzido à Delegacia de Polícia, sendo igualmente preso em flagrante.

Após os procedimentos legais, foi arbitrada fiança pela autoridade policial, a qual foi paga, sendo ambos liberados.

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WEB CELEBRA PRISÃO DE DONO DA “CHOQUEI” COM BORDÃO DE BOLSONARO

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A prisão do influenciador Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, gerou forte repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira (15), com a viralização de publicações que retomaram o bordão “grande dia”, popularizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O uso da expressão nas redes sociais se espalhou rapidamente entre os termos mais comentados na rede X, impulsionado especialmente por usuários que comemoravam a prisão de Oliveira. Nas publicações, os internautas lembraram do apoio do influenciador ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A página Choquei, que acumula mais de 36 milhões de seguidores nas redes sociais X e Instagram, ganhou destaque nos últimos anos por sua forte presença digital, mas também pelo alinhamento ao governo Lula (PT) em razão da proximidade de Raphael Sousa com a primeira-dama Janja. Durante as eleições de 2022, por sinal, a página escancarou seu viés em favor do petista com uma enxurrada de posts sobre o pleito.

SOBRE A PRISÃO DE RAPHAEL
Raphael foi preso nesta quarta-feira (15), em Goiânia, durante uma operação da Polícia Federal (PF) contra um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. A ação também levou à prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.

O influencer também foi alvo de mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, os investigados utilizavam uma estrutura para ocultar e dissimular recursos, com operações financeiras de alto valor, uso de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

A operação mobilizou mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos veículos, quantias em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

PLENO.NEWS

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FLÁVIO SE MANIFESTA AO SABER DE INQUÉRITO ORDENADO POR MORAES

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Nesta quarta-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele seja investigado pela Polícia Federal.

Por meio de uma nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o parlamentar disse receber “com profunda estranheza a decisão do ministro”.

O comunicado aponta que “a medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.

O pedido de inquérito foi motivado por uma publicação de Flávio nas redes sociais em janeiro deste ano. O senador expressava esperança de que o presidente Lula (PT) seria delatado pelo ditador da Venezuela Nicolás Maduro, que havia sido capturado pelo governo dos Estados Unidos.

– Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas – escreveu o parlamentar à época.

Para Flávio, a abertura do inquérito “configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar”.

Confira a nota na íntegra:

O Senador Flávio Bolsonaro recebe com profunda estranheza a decisão do Ministro Alexandre de Moraes que determinou a instauração de inquérito para apurar suposta calúnia contra o Presidente da República. A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal. Na postagem em questão, o Senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva.

A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como “descondenado” para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então Presidente Jair Bolsonaro.

Chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao Ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente. Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros.

Assessoria de Comunicação
Senador Flávio Bolsonaro
Brasília, 15 de abril de 2026.

PLENO.NEWS

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